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Na quarta noite seguida de ataques de criminosos no Ceará, foram registrados mais três episódios de violência no estado. No total, foram contabilizadas 93 ações de criminosos, desde a noite quarta-feira. Foram incediados dezenas de ônibus, carros, e prédios públicos foram destruídos. As polícias do Ceará montaram uma força-tarefa para tentar frear a onda de violência no estado. Após a chegada de agentes da Força Nacional, no sábado, 53 pessoas foram presas, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. Desde o início dos ataques, já foram detidas 103 suspeitos de envolvimento nos crimes.

Na noite de sábado, em Fortaleza um posto de observação da Guarda Municipal foi alvo de bandidos.Dois suspeitos em uma motocicleta passaram atirando contra o posto policial. Nenhum agente de segurança ficou ferido. Os criminosos também incendiaram duas bombas de combustível e em duas salas do escritório de um posto de gasolina na rodovia BR-116, no Bairro Messejana. Em Barroquinha, no norte do estado, dois caminhões foram incendiados no pátio da prefeitura.

De acordo com o secretário da Segurança do Ceará, André Costa, a polícia reforçou o patrulhamento nas ruas com apoio da Força Nacional. Foram realizadas vistorias a motoristas e motociclistas em diversos pontos da Grande Fortaleza.

— A medida se baseia, principalmente, no fato de boa parte dos crimes serem cometidos por indivíduos a bordo de veículos automotores — explicou o secretário.

Trezentos agentes da Força Nacional e 30 viaturas chegaram a Fortaleza na noite de sexta. Além disso, a segurança no estado contará com o reforço de cem policiais militares da Bahia que devem chegar neste domingo. A Polícia Rodoviária Federal também enviou 50 policiais do Núcleo de Operações Especiais dos Estados e um helicóptero, com duas equipes de apoio aéreo e equipamento de busca noturna.

O presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará, Cláudio Justa, acredita que os atentados são represália à fala do novo secretário de Administração Penitenciária (SAP), Luís Mauro Albuquerque, que afirmou que “o Estado não deve reconhecer facção” em presídio. Luís Mauro ainda se posicionou contra a separação de detentos por facção criminosa nas unidades prisionais do Estado e disse que a fiscalização nas unidades será mais rigorosa.

Em novo pronunciamento no sábado sobre as ações violentas, o governador Camilo Santana (PT) voltou a endurecer o tom contra os criminosos:

— Esse tem sido justamente o motivo desses atos criminosos: fazer com que o Estado recue dessas medidas fortes, o que não há nenhuma possibilidade de acontecer. Pelo contrário: endureceremos cada vez mais contra o crime — disse, em vídeo divulgado nas redes sociais.r

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